Sistema Universitário de Bibliotecas da UFBA acompanha expansão da EaD

 

O núcleo SIBI-EaD pretende atender às necessidades dos novos alunos da modalidade a distância na instituição

No ano de 2016 a Universidade Federal da Bahia (UFBA) iniciou um intenso processo de expansão e institucionalização da educação a distância. Embora o primeiro curso na modalidade, o de licenciatura em Matemática, tenha sido iniciado em 2008, foi somente no último ano que houve de fato uma abertura maior desta nova forma de educar, utilizando as novas Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). Com a introdução de novos cursos de graduação e pós-graduação, o Sistema Universitário de Bibliotecas (SIBI) criou um projeto com algumas ações de atendimento e acessibilidade para os alunos da EaD.

Essa expansão dos cursos EaD trouxe um grande desafio para as bibliotecas universitárias, que precisam se adequar ao novo modelo de educação não-presencial. Para atender toda essa demanda, foi criado no ano passado, o Núcleo SIBI-Ead que tem como objetivo principal pensar essas estratégias para ajudar os novos alunos, além de apoiar a produção de materiais didáticos institucionais da EaD, o desenvolvimento de coleções e colaborar no processo de seleção e aquisição de livros. Maria da Graça Almeida, chefe do núcleo SIBI, afirma que as ações do projeto são de grande importância. “Os alunos já contam com a biblioteca no polo com alguns livros da bibliografia base e complementar, por exigência do MEC e estamos nos empenhando também em conseguir os livros digitais que na educação a distância são fundamentais”, diz ela.

Maria da Graça Almeida, Chefe do Núcleo SIBI.

Entre as ações propostas pelo projeto está a criação de um ambiente virtual para o SIBI na plataforma Moodle e a elaboração de um plano de capacitação através de cursos por videoconferência para habilitá-los a usar o portal Capes e ensinar a normatização de trabalhos acadêmicos. O propósito é dar aos alunos da EaD os mesmos serviços oferecidos aos alunos da graduação e pós-graduação presencial. “É fundamental a biblioteca universitária dar um atendimento personalizado ao estudante. Vamos atender esses alunos por meio de um fórum de perguntas e respostas no ambiente virtual, onde o aluno pode tirar dúvidas. Qualquer necessidade de informação que ele tenha, pode se comunicar conosco por meio da plataforma”, ressalta Graça.

Pensando ainda em um ambiente mais democrático, as propostas visam atuações para melhorar a questão da acessibilidade nas bibliotecas. Isso inclui, além de tentar uma melhoria na infraestrutura para dar suporte a alunos com necessidades especiais, também planos para inserir material didático acessível. No projeto, há ideias para adquirir livros eletrônicos, áudio livros e a criação de grupos de leitura para pessoas com deficiência visual. “Queremos dar esse acolhimento aos alunos, ao tornar as bibliotecas mais acessíveis”, diz Lídia Brandão, superintendente do SIBI-UFBA. A previsão é que todas essas ações sejam implementadas ao decorrer de 4 anos.

Lidia Brandão, Superintendente do SIBI-UFBA. 

Biblioteca Virtual

 
Um desejo de Lídia Brandão, é a implementação da biblioteca virtual, que segundo ela, traria uma integração para os alunos EaD, pois teriam acesso a exatamente o mesmo conteúdo de uma biblioteca sem sair de casa. “Ainda tem as novas tecnologias, o livro em 3D, que tem até alto relevo. É um acesso diferente. Isso é muito importante, principalmente para o pessoal que precisa, de alguma forma, de um acesso mais direcionado com a obra”, explica Lídia. A ideia é colocar esse projeto em prática inicialmente com a Biblioteca Universitária Reitor Macêdo Costa, mas a Superintendente afirma que um trabalho como esse demanda muito recurso e deve ser pensado a longo prazo.