Guanambi

Guanambi nasceu ao redor da Fazenda Carnaíba de Dentro, de propriedade de José Dias Guimarães, que era português e devoto de Santo Antônio. Quando faleceu, sua fazenda foi dividida entre os seus seis filhos. O filho mais velho – Joaquim Dias Guimarães – escolheu a parte da fazenda que queria. No final do Século XIX, à margem direita do Rio Carnaíba de Dentro, nascia um pequeno arraial que ficou conhecido como Beija-Flor. No local, havia uma lagoa em cujo entorno circulavam tropeiros que abasteciam a região.
 
Segundo relatos de antigos moradores, uma mulher de nome Bela, devota de Santo Antônio, construiu uma casa de taipa nas proximidades do Riacho Belém, na margem direita do Carnaíba de Dentro. Desde então, para ali se convergiam os moradores da vizinhança que, junto com Bela, todos os anos, rezavam benditos e ladainhas para o Santo. Esse encontro se transformou num festejo de muitos dias. Bela promovia festas com frequência, o que atraía muita gente para o lugar, principalmente domingos e dias santos. Assim, foram surgindo outras casas, cujos moradores eram de vilas e lugarejos da região.
 
Outra versão da história da cidade conta que Bela tinha uma filha muito simpática que se chamava Flor. Era comum durante as cerimônias de Santo Antônio que as festividades apenas se iniciassem depois que todos beijassem a imagem do santo, a começar pela filha da dona da casa, a bonita Flor. Querendo que a gesta se iniciasse logo, todos os presentes pediam: “Beija, Flor! Beija, Flor”. Assim, o povo passou a chamar o lugarejo de Beija-Flor.
 
Uma terceira versão diz que a denominação Beija-Flor, dada ao Arraial, veio da pequena ave, da espécie colibri, pois o terreno sempre úmido de vazante, contíguo ao local do arraial, permitia a existência de muitas flores silvestres e, em consequência, a presença de muitos beija-flores. O fato é que nome Guanambi tem origem etimológica no Tupy Guarany, das palavras “Guainumbi, Guanumbi, Guanambi”, que significam Beija-Flor.
 
Guanambi atravessou quase todo o século XX sustentado pela agropecuária e, em menor medida, como ponto de intercâmbio de mercadorias produzidas na região e provenientes de outras partes do país, que aqui chegavam em tropas de mulas carregadas às margens do Rio São Francisco, distante, aproximadamente, 100 km.
 
A partir da década de 1970, com intensificação durante a década de 1980, o município passou a experimentar um forte processo de transformação socioeconômica, o que a transformaria em polo regional.
 
O advento da cultura algodoeira fez com que Guanambi reunisse toda a base industrial de beneficiamento do produto para produção de pluma voltada tanto para o mercado interno, quanto para o externo.
 
Atualmente, Guanambi é cidade referência para mais de 50 municípios das microrregiões da Serra Geral, Médio São Francisco, Oeste e Sudoeste da Bahia e o mais o extremo norte de Minas Gerias.
 
Segundo o Censo do IBGE – 2010, a população da cidade era de 78.833 habitantes, com previsão, em 2018, de 84.014 pessoas, distribuídas em, aproximadamente, 57 bairros. Além da cidade-sede, Guanambi possui também três distritos: Ceraíma, Morrinhos e Mutans.
 
Área: 1.301,80 km²
 
População: 84.014 (IBGE, 2017)
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Endereço: Avenida Deolinda Martins, 166 - Santo Antônio - 46430-000 - Guanambi-BA

Coordenação: Marisela Pi Rocha

 

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E-mail: pologuanambi@ufba.br

Telefone: (77) 3452-2326